Olá…


Está de férias o blog, sim? Quem disse que estas coisas não têm sentimentos? Estão cheios deles… são fios de vivência, de saudade. Precisam de férias também.

Fica aqui isto. Até que o Santo Google o apague, ou que a divina Web assim o deseje. Talvez eu volte para reler e rir de tanto disparate que disse… talvez o apague um dia, talvez volte para o escrever.

Sabem onde me encontrar…


beijos AZUIS!

silêncio

Finalmente, eis-nos aqui de novo! De novo todos juntos, sozinhos!

Há uma certa piada em falar sem ser ouvido, em gastar palavras sem que tomemos atenção. Vive-se assim eternamente. Fazendo perguntas erradas, recebendo nada em troca.

Mandei as palavras de férias e tal como alguns devotos, dedico-me agora ao silêncio. Acho até que o prezo muito… até que me esgote.

Há até uma certa coragem em ficar calada.

O cachorro atropelado

O cachorro de rua foi atropelado... levamos no vet, pagamos consulta de emergência e no dia seguinte fez raio-x, ultrasonografia, etc.

Diagnóstico de bacia partida e bexiga perfurada. Situação de emergência. Levei-a a um orgão da prefeitura para ser operada.

Vcs acreditam que me obrigaram a assinar um termo de responsabilidade??? Eu sou obrigada a tomar conta da cadela por 15 dias... ou não operariam e ela morreria.

Já foi operada... mas não tem como eu acreditar mais nos orgãos públicos brasileiros!

A obrigação deles era retirar os bichinhos da rua para que não tivessemos acidentes... e depois, quando paramos para ajudar, pagamos caro primeiro nos vets e ainda temos que nos responsabilizar por um animal que não é nosso.

Estou tentando de tudo para que ele não morra... está bem cuidado, numa maquinha improvisada, fazendo curativos todos os dias...

Mas que eu estou revoltada... isso estou! :'(

sem palavras...


Indo para Portugal



Não... não sou eu! A minha amiga parte amanhã para o frio terrrrrrível que está na minha terra! Ufa...

Uma boa viagem, amiga. Como te disse, podes contar com a minha mãe e com todos os contactos que te dei.

Eu cá... fico no verde, esperando paragens menos quentes! Tira fotos e me manda, sim?

Beijos, beijos... juízo em terras ´d'além-mar....

Um pedaço qualquer...



Bocadinhos de madeira que já tinham forma.

Dei-lhe um jeito e coloquei-a num suporte de metal. Madeira de obra... menos mal.

Desculpem a má foto. Minha máquina anda arredia.

FELIZ 2010



Não podemos brindar pessoalmente com todos os que queremos bem! Fica, no entanto, o meu brinde virtual aos que amo, aos que me fazem falta todos os dias do ano… mas que hoje, em especial, me trazem saudades e boas lembranças (e uma lágrima assim bem escondidinha… rs).


Que este ano de 2010 seja repleto de alegrias, de paz, prosperidade e saúde. Que, se no vosso percurso se fecharem portas, janelas se abram, que os caminhos sejam perseguidos e conquistados… que 2010 seja um novo ano de esperança renovada.

Beijos… muitos… meus!



Abelhinha 3






Hoje à noite, comentário da Abelha sorrindo:


-Hoje acordei de bem com a vida. Não desobedeci a ninguém. Que estranho...


A menina aqui do lado...


A tia de uma vizinha conversa com uma menina de dois aninhos de idade…

-Então? Não quer ser adotada por mim?

A menina faz uma carinha curiosa.

-Te dou um quarto só para você, todo rosinha, compro brinquedos… vai ficar cheio. Vc vai ter uma escolinha particular cheia de amiguinhos, vai morar numa casa linda com um monte de bonecas e roupinhas lindas para vc usar.

-Tia? Eu posso pensar?

-Claro, meu amor. Pensa sim.

A menina sai e fica enrolada nos pensamentos dela… volta correndo, puxa pela saia da tia e pergunta:

-Tiiiaaaaaaa... eu posso levar minha mãe?



FELIIIIZZZZZ NATAL!!!




Aqui, moizinha, andou metida nas madeiras de novo!

Surgiu isto! Ele fica abanando para os lados por causa da molinha no meio. Com os votos de um FELIZ, FELIZ NATAL para todos!!!!


Beijos!

Vai-te



Eu: Vá! Vai-te! Não me aborreças. Estou farta, não vês?


E ela insiste que quer ficar.

Eu: Chega, já te disse. Ninguém merece uma coisa destas. Vai-te embora. Cansei, não quero mais… faz-me um favor, sim? Fecha a porta na saída e não voltes. Tranca-a bem.

Silêncio…

Eu: Olha… não há paciência! Se queres ficar, fica… mas não me incomodes. Escusas de me trazer lembranças. Chega, está bem?







(E continuou assim a conversa com a saudade)




.

Disteclecia - dislexia de teclado



"Eu queria falar de imensa coisa. Desta coisa do Lula ter dito um palavrão, da cimeira de Copenhagem, de manifestações que geram pancadaria e violência policial em Brasília, do caso do panetonne, do absurdo de Honduras, dos preços dos combustíveis que baixaram em Portugal, da criação da comissão parlamentar sobre combate à corrupção, do futebol… que também queria ver o bailado Giselle que está em Lisboa, … queria esmiuçar tudo isso, debater, falar daquele jeito inteligente que nem sempre me ocorre, mas que me acontece de vez em quando.



Mas ando assim… sofrendo de profunda disteclecia, às turras com o teclado, embirrando com as letras, pescando palavras como quem cata mexilhão nas pedras.(...)"



Knup gze 886

Uma amiga revirou a net procurando o driver da webcam. Eu vi tantas pessoas procurando tb, que resolvi disponibilizar o link para download. O fabricante é outro mas a webcam é a mesma.

Aí está.

http://www.neox.com.br/Drivers/Driver%20NXW027.zip - Knup gze 886



Amor de supermercado



Links relacionados neste blog: ferrugem

Amiga, de vez em quando lembro-me de ti e do teu “caso” de coração que ficou assim, meio mal contado, do lado de lá do mar.

Confesso-te que me faz uma certa impressão essa coisa do “vc vem e depois a gente vê”. Quer dizer que “ficam”, “transam” e tal e coisa e depois, talvez… se der jeito… continuam.

Eu sou realmente uma lírica (das empedernidas e sem cura). Já não há amor como antigamente, já só se ama se der jeito, se houver tempo, se a outra pessoa estiver de acordo. Ninguém mais acredita ou acha possível amar sem ser amado, viver um amor impossível, amar só por amar. As relações viraram um saco de supermercado descartável. Nada de gestos maiores, de entregas. Tudo tem que estar milimetricamente calculado, tudo tem que se encaixar, não há cedências, não há mais entrega… há aquilo… o tal do ficar. Só por conveniência. Um dia destes vamos às lojas… e temos amor em pacotes: chá de amor filtrado e sem impurezas, granulado em pacotes de um quilo ou cinco quilos, amor instantâneo, ralado, picado ou em suco para fácil digestão.


Chá de amor… para os mais solitários. Granulado para quem precisa fortalecer o coração, picado para quem gosta de emoções… sabor a menta, banana, maçã ou tutti-futtri.

Chá de amor… assim… inócuo, sem dor, vendido em pacotes, para uso com moderação.

carta ao Papai Noel



Links relacionados neste blog: Nerd  -  pergunta básica  -  Caseiro


Acho que os patins cor-de-rosa o papai noel entrega.,..


A política Portuguesa...



Ando com uma cara...

Que infeliz!

Caminhando...




Há quem veja labirintos, há quem veja apenas duas sandálias...




São minhas... as duas coisas...

Gays e o céu...



O cardeal mexicano Javier Barragan, disse que gays não vão para os céus!

"Oh, pá! Que cena!" Que eu saiba a TAP não faz destas coisas!


Há alturas em que é bom estar surda...




A otite era aguda. O ouvido anteriormente doente, parece estár quase bom... mas o outro coçava e agora começou a doer também. Paciência. Agora estou surda dos dois ouvidos!

Sinceramente, nestes dias... é até melhor ficar surda! Ahmadinejad? Este pessoal anda maluco! Andou tudo a injectar chá de cogumelos nas veias. Ele é um criminoso, um assassino.
Depois um filme sobre a vida do Lula. Do presidente?

"Baseado no livro homônimo escrito pela jornalista Denise Paraná, o filme narrará a história de Lula de seu nascimento até a morte de sua mãe, quando é um líder sindical de 35 anos detido pela polícia política da ditadura militar. "

Resumindo: nesta época de Natal, em vez de filmes sobre Jesus Cristo de Nazaré até aos trinta e três anos, teremos um filme sobre Lula da Silva.

Ai, pelos deuses... isto anda tudo louco! O pessoal dos sindicatos vai poder ver a preço módico a que propósito? Isso é para a campanha?

Esqueçam... tenho até medo das respostas. Rs

Lula disse que a terra é redonda... e, depois disto, ocorre-me que vão dizer que ele só pensa na bola!

Meus neurórios andam mal, reconheço. Tenho dificuldade em dormir com as dores. Resta-me ler "insónia" de Graciliano Ramos... para ver se me dá sono...


OTORRINOLARINGOLOGISTA!!!


Chego a casa ainda ruim, cheia de dores de ouvidos de ter sido mexida… depois de algumas lamentações, há que animar! Passa-se um baton, coloca-se um perfume… vá que não vá, meu ouvido pode estar ruim… mas pelo menos estou perfumada! Snif…



Há dias assim...

BlogBlogs.Com.Br

Cheiro de livro novo


Minha mãe trabalhava numa das maiores editoras de Portugal e eu, desde pequenininha, passava parte das férias metida debaixo de estantes a ler livros.

Que saudade do cheiro de livro novos, da madeira das prateleiras. das coisas que eu aprendia ali... como o tempo passava voando debaixo daquelas estantes.

Penso em comprar aqueles livrinhos digitais que nos permitem carregar a obra e ler sem gastar papel... mas acho, dedicidamente, que eles deviam cheirar a livro novo... acabadinho de imprimir.

:)

A ferrugem...



Uma amiga minha, culta, formada, se relacionou com um sujeito via internet. Fez as malas e lá está ela pronta para ir para Portugal passear e conhecer o sujeito (no final de alguns meses). Desilusão: o cara acaba de lhe dizer que afinal tem uma “peguete”, uma “ficante”, uma suposta namorada a quem ele chama de namorada, mas diz que não o é.


Depois os comentários do “vc vem e aí a gente vê. Sem compromisso. Eu não estou preparado” (depois de meses a iludindo). Ela fica arrasada; e eu olho-a com olhos de quem até aceita... mas não compreende a dor.

Depois de tudo o que ele disse, o homem me sugere um nada. Será um vegetal, uma couve como tantas outras que circulam por aí disfarçadas de seres humanos. Penso nisso e lembro do meu portão que está precisando de uma pintura nova. O metal tem pontinhos de ferrugem… e a ferrugem é assim, não é? Dá em pontinhos pequenos… e precisa ser raspada, eliminada, meter a lixa até doer ou acaba corroendo, correndo, até partir.

As relações por vezes são semelhantes: custa limpar, custa arrancar todo o podre… mas tudo se resolve com uma tinta nova.

 

 
beijos, amiga! Fica bem... e boa viagem a Portugal!

Há coisas...



Há coisas que é preciso ver para crer!



Mega apagão






Apagão nos neurónios de quem expulsa uma miúda da faculdade e perde uma oportunidade de ouro de ensinar agressores e a própria agredida. Apagão nos sujeitos intolerantes e preconceituosos. Apagão no Paraguai, em S.Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e afins… apagão, apagão, apagão, apagão.

Nota pessoal: Comprar velas!



Falando com as paredes…




Isto é Muro de Berlim para cá, muro de Berlim para lá… e eu, que também tenho os meus dias de contestatária acirrada, recuso-me a aprofundar o que todos os outros falam.

Há tanto muro por aí para derrubar, tantos limites a serem ultrapassados, tantas mentalidades tacanhas que precisam ser repaginadas, recicladas… comecemos por quem pode fazer a diferença, não? Fala-se tanto em mudar o mundo e tão pouco em mudar o ser humano para que o mundo possa mudar.


Bom, deixem lá… há dias em que falo mesmo com as paredes…

minha mãe...





Minha mãe está com gripe lá em Portugal. Fico preocupada.

Já lhe pedi que fosse ao médico. Fiquei a pensar na H1N1. Ela jura que não apanhou gripe suína! Que para apanhar alguma coisa, tem que ser algo que ela goste...

:P

Séc. XXI




Ocorreu-me que este pessoal anda a viver no séc. passado!


Isso de morar no meio de prédios, carros, fumos… já é de outra geração! A piscina é só minha, o campo de futebol é só meu, o atelier é só meu (que coisa possessiva, credo! rs), estes são meus cachorros que andam à vontade, os meus animais não tomam hormónios, minhas frutas não usam pesticidas, tudo se dá num ciclo normal. Quero ver se para o ano tenho tempo de fazer um sistema de reaproveitamento das águas das chuvas e se coloco o meu atelier com mais luz natural.

Eu chego “à agitação” da cidade em 15 minutos e vivo tranquila no meio do verde. A tecnologia permite-me entrar na casa dos clientes a qq hora, no conforto da minha casa, balançando na rede, tomando àgua de côco ou na borda da piscina! Mais a mais, estou pertinho da praia também. O pessoal aqui de casa não adere à moda... são mais de ar-condicionado e cadeirinha de escritório.. não entendo muito bem, mas enfim! Até acho que se produz da minha maneira...

De qualquer forma, não divido meu espaço com centenas de desconhecidos. Posso sair quando quero e bem me apetece. Falar à vontade às duas da manhã sem medo de incomodar vizinhos. Posso até dar uma festa se bem me apetecer.

Posso ir ao shopping, hipermercados, cinemas, teatros e continuar vivendo aqui. Os acessos são bons, rápidos e só a violência me impede de alguns passos mais ousados.

Com tanta tecnologia, que necessidade tenho eu de viver no betão? Nasci lá… não quer dizer que me conforme! Rs



Abelhinha 3



Meu caseiro é um homem que trabalha com plantas desde os dez anos. Ele é engraçado. Pequeno, largo, de braços e pernas curtas, mãos grossas e calejadas, muito barbudo, sempre cheio de terra. É comum vê-lo transportando bananeiras como se fossem folhinhas. Fala comendo as palavras, chama em tons curtos e roucos. Aqui na região ele é chamado de Zé Colmeia… e algo se assemelha, creiam.

Uma dia destes ao almoço o caseiro chamou.

-Oh Dona (som incompreensível), Dona (som incompreensível)!

A minha abelhinha estava almoçando. Acaba de mastigar a comida que tinha colocado na boca e diz:

-Pelo tipo de grunhido, é o Sr. D.!

-Abeeelha!!! Isso não se diz!

-Pq? Ele não grunhiu?



Handywoman



Quem sabe como eu fico quando estresso… sabe que eu fico quietinha e depois me dá uma espécie de “tranco” que me deixa um tantinho eléctrica. Tanto me pode dar para arrumar o escritório, limpar detalhes de livrinhos, comandos de tv, desmontar pcs… como me dá para coisas mais pesadas… tipo cortar madeira, lixar coisas (com máquinas mesmo) furar paredes, partir, pintar etc e tal.


Desta vez o choque foi grande! Já sofreram modificações o espaço da piscina, toda a rampa de subida até o atelier, todos os muros até lá baixo no jardim, garagem, entradas… enfim! Tudo jacteado e bonitinho. Lindo! Renovado! É uma forma de melhorarmos a nossa alma também, não é? Não se pensa em nada, relaxa-se… o tempo vai passando, a dor vai acalmando.


Saramago? E daí?




Nesta coisa do Saramago, há algo que me parece absolutamente valioso. Deixou algumas pessoas a pensar. Polémico? Talvez. Não entendo bem como. Tudo o que ele disse, já era mais do que sabido que o pensava (pelo menos para quem o leu, creio).

Pensar faz bem! É bom ousar! Devemos sair deste marasmo que é acreditar apenas por acreditar. Ele questiona valores que algumas pessoas consideram fundamentais e até já nem é a primeira vez. Ousar questionar o que alguns consideram como verdades intrínsecas sempre faz bem.

Falaram-me em golpe publicitário e parece-me estranho. Que necessidade teria ele de o fazer? Logo ele, cujos livros venderiam apenas por ser prémio Nobel? Não creio…

Acredito mais em alguma irresponsabilidade, alguma rudeza, falta de educação (e, afinal, ninguém disse que prémio Nobel tem que ser educado - não confundir educação com instrução).

As coisas podem ser ditas… depende é de como as dizemos.

Quanto ao Euro-deputado pedir ao Saramago que desista de ser Português… valha-o Deus! rs

A libélula



Tenho uma libélula circulando na cozinha. Demoiselle libellule (como lhe chamam os franceses) é um bichinho com asas semi-transparentes que parecem repletas de cristais e brilham, brilham. Não me incomoda que ela bata contra a luz, que pouse na parede, que circule entre a minha cozinha e lavandaria como se da casa dela se tratasse.

As crenças dizem que era um antigo dragão que se transformou a pedido de um astuto lobo. Demoiselle não faz mal a ninguém. De vez em quando aproxima-se da janela e desiste de sair. Chove imenso lá fora e talvez a trovoada a tenha deixado assustada. Eu também não gosto de trovoada. O voo é preciso, milimétrico, pousa qual helicóptero na corda da lavandaria… circula para cá e para lá. Promessas de mudanças para melhor, dizem os antigos. Que assim seja, então.

Demoiselle libellule quando encontra uma parceira, desenha um coração que pode circular voando.

Ouve-se o barulho das suas asas batendo contra a luz.

Interessante como coisas tão simples nos levam para tão longe e nos abstraem do mundo. A libélula durará pouco tempo… umas semanas talvez. Valeu a pena observar este meio coração voando.

Decido ir dormir. Amanhã é dia de trabalho. Apago a luz.

-Boa noite, Demoiselle! Obrigada por este bocadinho…

Estou assim tipo dor de dente



Hoje estou assim tipo dor de dente.

Para quem não sabe é aquela dorzinha aborrecida, que nos mói o juízo e nos deixa sem vontade de falar. Fiquei brincando de manutenção na borda da piscina, muito refilona, muito encasquetada nas minhas ideias, sem grande ânimo para sair.

Apetecia-me pegar numa serra, cortar madeira e fazer um móvel qualquer. É melhor ficar quieta. Quem tem dor de dentes sabe disso: não é possível fazer nada com pés e cabeça.

É assim que estou. Bem desanimada, bem apagadinha…

Eu disfarço, sabem? Só que como a dor de dentes… dói quando eu rio.

Cinema Português

Abelhinha 2



Abelhinha 1



-Mãe, antes de eu dormir, posso te fazer uma pergunta bem básica?

-Podes, filha. Diz…

-Qual é a raiz quadrada da distância entre Marte e Terra em polegadas?

-Dorme, meu amor, dorme…




memórias



As memórias são traiçoeiras, apanham-nos quando menos esperamos. Estou triste.


Que hoje ninguém espreite dentro de mim… minhas memórias me ocupam, abrangem o espaço que vai da cabeça ao coração, inundam-me, beijam-me as mãos, transbordam-me nos olhos.

Saudade…

Memórias! Um mar delas... que de tanto me ocupam, acabam por resvalar no sonho.

Sexta-feira III



As minhas reuniões são enfadonhas. Fala-se de tudo um pouco, repetem-se temas e a pauta de nada ou pouco ajuda. São as minhas sextas-feiras da administração.


Lembro que eu gostava das sextas-feiras (isso, riam-se). Hoje é diferente. Mergulho-me em facturas, números, despesas, entradas, pessoal que foi despedido, gente admitida. Fala-se de fibra óptica, do câmbio do dólar, da limpeza dos escritórios, do funcionário doente, do funil de vendas, da atendente, da estratégia comercial. Rimos com pequenas coisinhas, ficamos aborrecidos em outras e na maioria escutamos quem quer falar. Coisas pouco práticas mas muito eficientes. Relembrar aos presentes quem coordena as reuniões é essencial.

Depois o sujeito que não se portou bem, sofre. Não diz nada, não pede… e resta-me algum dó que mantenho em silêncio. Não faço nada. Ele aprenderá às próprias custas. Depois leva um “parabéns” á laia de brincadeira que, eu sei, ele não entende.

Está tudo decidido. Resta tomar o ponto da situação todas as sextas-feiras. Repetem-se rituais… e nessa repetição eu acabo esquecendo das reuniões anteriores. Sempre tudo igual, sempre até às tantas da noite.

Estou farta de papeis. Ando a fugir deles há dias. Amanhã vai ter que ser (e sem fósforo). Ultimamente limito-me a baixar os olhos perante a pilha de papelada e vou somando folhinha a folhinha, uma em cima da outra. Ando sem “jó” algum para isto.

Reunite crónica. Devia ser proibida às sextas-feiras. Vale pelo encontro com alguns sócios, pessoas que sempre me fazem falta.

Digo-vos que é muito mais fácil trabalhar para outras pessoas. Muito, muito mais. Trabalhar por conta própria dá tanto trabalho que temos que contratar uma carrada de funcionários para ajudar… e depois temos as reuniões de sexta-feira para cuidar deles.


Venha o cafezinho expresso e a fatia de bolo de chocolate no final da reunião. Avé sexta-feira!




O comunicado do Senhor Presidente



Queriam obrigá-lo a falar, obrigá-lo a interromper as férias… e ele foi obrigado a ir a tv dizer qq coisinha para que o povo o escutasse.


Vá que não vá, ele é ou não é o Senhor Presidente da República? Escutaram tudo o que ele disse?

“A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: “será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida? (...)”

Temo que nosso presidente seja um cyber-alienado.

“O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for.”

“espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: (---)“

Humm… pois! Não cede… e é forçado.

Ouvi dizer algures que nesta novela (que mais parece mexicana), a coerência é que foi de férias.







Mas giro , mas "meeeemo" giro, foi ver o Presidente da República gaguejando à velocidade da minha conexão. Rs


'

Chuva




Sabe quando vc sai e de repente o céu escurece e vc fica todo molhado? Pois é... no Rio é assim.

Quando é que se descobre que afinal não deveria ter saído de casa? Quando é que se sabe que está realmente com um ar lastimoso? Com aquele ar de quem saiu da banheira com roupa e tudo? Fácil! Quando vc passa no cara que vende guarda-chuva e ele começa a gritar mais alto (te seguindo e no seu ouvido):

-Sombrinha! É cinco real! Sombrinha só cinco real!



(Normalmente, o valor passa de cinco para "dez real" ao primeiro pingo de chuva! Deviam estar em promoção. Rs)

Pronto... terminou.





Ganhou o PS.

Recomendo a leitura deste site:

http://reavaliarinvpublicos.com/

(Mais tarde, talvez eu comente... merece, pelo menos! Vou cair na tentação... rs! E eu que jurei que não ia falar de política! Achava que para dizerem disparates, já aí estavam os candidatos... ai, ai...)

Um pé machucado...


Caí e machuquei um pé. Lindo acontecimento para terminar um sábado que se revelou ruim…


Foi uma batida forte, seca. Em segundos tenho uma batata enorme do lado externo do tornozelo. Seguro o grito… mas dói. Chamo para o andar de baixo:

-Gelo, por favor.

Logo aparece a minha abelhinha.

-Está doendo, mãe? Espera… já vai passar…

Dói imenso, dói horrores. A dor sobe até ao joelho e desce até aos dedos. “mas foi só o tornozelo… que droga de dor! Pronto! Não vou conseguir caminhar!”.

A minha abelha vai buscar o spray gelado, coloca pomada com todo o cuidado, vai buscar uma almofada para eu colocar o pé inchado e tudo sem que eu lhe peça nada. Dá-me beijo e diz-me antes de sair do meu quarto:

-Se precisar, pode chamar. Eu acordo.



De repente, me sinto capaz de caminhar até à China!

Sinusite



Hoje acordei com uma brutal sinusite.

Desconhecia ter esta coisa, até que um dia tive febre e fui parar no hospital. Achava eu, que eram só dores de cabeça. Não eram só. Um raio-x e outros exames diagnosticaram a monstrinha. Ela já andava por aí nestes últimos dias. Hoje resolveu revelar-se a sério.

É que doi MESMOOO! Acreditem. Eu nem sou dada a estas pieguices de dores (aliás, as mulheres, no geral, têm mais tolerância à dor)... mas esta droga deixa-me um bocadito para o incapacitada. Parece que temos um sino dentro da cabeça, doem os maxilares, os ossos do rosto e as ideias parecem ficar descoordenadas.

Uma das coisas que mais gosto no Brasil são os tratamentos naturais. Pesquisei sobre o caso... Do-in (resulta mais ou menos no meu caso), cannabis, agrião, terapia das cores (a cor é azul forte! Gostei!)...

Meu tio Q. me obrigava a comer agrião quando era mais nova. Eu ficava horas na mesa até terminar. Se calhar, por isso, não tinha tido nenhuma crise anteriormente. Obrigada, tio!!! :)

E quanto ao cannabis? Então essa plantinha não é ilegal? Dizem que passa. Que deixa de doer na hora. Isso se compra onde?

Okay, okay... tudo bem! Fico-me pelo agrião! rs


A família aumentando... :)



Mais uma vez a família vai aumentar!!! :))

Que bom, não é? Ops!!! Calma... não sou eu não! É o meu primo!

Parabéns, primo! Mais uma menina! Se for parecida com a mais velha, vais ter que contratar serviços de segurança para a tua porta! Ela é linda!!!

Parabéns aos papais babados, à mana... e que esta nova vida vos traga tudo de bom, muitas boas surpresas e muita felicidade!

Dentro do avião...




Conversa num avião da TAP. O passageiro olha a tela lcd no banco vendo as informações sobre o voo (agora sem acento a palavrinha), de braços cruzados, semblante fechado.

-Eu ando sempre informado. Não viajo sem estar informado. Temos que estar informados para sabermos os riscos que corremos.

-humm… okay! Acho muito bem. Essas informações, então, dizem-lhe alguma coisa… é que eu olho, olho… e não vejo nada de mais.

-Estamos a começar a atravessar a região de convergência intertropical.

-Ah, sei… o que tem a região intertropical?

-É a região mais perigosa.

-… (silêncio)

-Vamos demorar exactamente "X" minutos a passar pela zona de convergência intertropical.

-… (silêncio)

-Esta é a zona mais perigosa que temos que atravessar.

- É?

-Sim.

-Okay…

Cinco minutos de silêncio.

-Agora ultrapassamos a velocidade cruzeiro do avião.

-Ah, é? E o que isso significa?

A esta velocidade, nesta altitude, a aeronave pode partir ao meio.

-Ah, bom!!! Agora fiquei tranquila!




Sutiã



Querida... para ti este post! (já que falaste em sutiãs).

Olha só este sutiã fantástico! Um aquário! É não ter mais nada que inventar, não? Este, se fosse queimado, daria um belo peixe grelhado! rs

É um sutiã com alguns inconvenientes, não?

-Queeeeriiiido, tira a mão daí!!! Ainda matas o arturzinho!!!!



Hoje precisava rir...



Depois de tantas e tão boas notícias ao longo do dia... estou assim.

Se alguém tiver disto por aí, por favor, me dê! Hoje estou precisando.

Divórcio



Soube agora e preocupa-me.


Minha irmã se divorciou (definitivamente) de um casamento que ainda não tinha papel oficial.

Penso em divórcios… e a culpa é sempre da mulher, pois claro! Quem as manda a elas pensar? Quem as manda a elas querer conversar? Querer sair e ter amigos? Querer a ajuda do marido nas coisitas da casa e dos filhos? Quem manda? Quem manda querer estudar? Querer trabalhar? Querer também um amigo, um companheiro? Quem manda até gostar de ler? Olha, não querem lá ver estas gajas modernas?! Deviam era engraxar os sapatinhos do marido, ter o jantarzinho pronto a horas, roupinha passada… isso de trabalhar e essas modernices, não está com nada! Pensar? Ah… as mulheres não foram feitas para pensar.

Já não se fazem mulheres como no sé”x”ulo passado!


***
Não interessa, querida! Não há culpas.
Aqui, mana, estou aqui! Para o que der e vier! Beijos

A minha abelhinha...



-Oh, mãe… vc diz que eu sou nerd.

-És só um bocadinho filha…

-Só pq eu canto em japonês?


...

Baú velho

Nestas coisas de organizar a casa, acabamos achando disparates que temos pena de deitar fora. Foi o caso deste velho baú. Nem era meu. Pertencia à minha mãe, que por sua vez o herdou da sogra. Estava velho, irrecuperável. O revestimento gasto, torto, seco, rasgado, pintado e cheio de mofo. No entanto, a madeira era maciça por dentro e a estrutura continuava firme e forte (pesada tb).

O baú estava lá pousado, num cantinho escuro de atelier. Trouxe-o para a lavandaria, tentei lavar, envernizar, limpar… eu sei lá! Nada deu jeito. Depois de todos os tratamentos possíveis, esse foi o resultado.





Enfim, continuei lamentando deitar fora essa coisa… sabe-se lá pq! Decidi mudar o arzinho da velharia, Munida de turquês, alicate, martelo e grampeador, arranquei-lhe ferragens, madeiras externas, coloquei espuma à volta, revesti de um tecido que parece couro (salvem os animaizinhos). Na tampa, acrescentei mais espuma para fazer um estofadinho para sentar e revesti com um tecido a imitar couro cujo modelo se chama “pergaminho”.


Prontinho! Ganhou nova vida. Lá vai o baú guardar as centenas de livros que já não cabem nas estantes e acabam ficando guardados em caixas plásticas de arrumação.
Faltam almofadas para completar… mas o resultado não me parece mau. Serão feitas a seu tempo.
Fica aí para apreciarem.






Beijocas,

PS: A, não estou aceitando sofás para estofar, viu? :P

Sexta-feira



As minhas sextas são um terror... dia de reunião! Reunião sobre TODAS as empresas! Ai, ai, ai... não quero!

Afff... é que não entendo isto! Eu não maltrato ninguém, não roubo, não faço mal a uma mosca... e juro, dou a minha palavrinha de honra que não cobiço a mulher do próximo!! Então pq será que me calham  sempre estas punições! Apre! Parece castigo!

:/


Era um menino trigueiro. Andava descalço no sinal, mas já não sentia o calor do sol no piso betuminoso. Os pés estavam habituados a correr entre o verde o vermelho, galgando entre os carros, vendendo doces ou lavando vidros. Ele preferia vender doces. De vez em quando, algum motorista comprava 6 pelo preço de 3, mas deixava um para ele. Na lavagem dos vidros tinha que correr mais e o motorista ainda o olhava mal-encarado…


A vida dele era aquela. Não tinha grandes amigos… só aqueles três garotos do sinal. Nem falavam muito. Só riam, sem motivo. Não sabia a idade ao certo, mas alguém lhe disse que “João” era um nome que lhe ficava bem.

João gostava de desenhar na terra dos canteiros da avenida enquanto esperava o vermelho chegar. Não falava muito… preferia imaginar! “Quem será a menina que vai no cadeirinha de criança com o cabelo amarradinho? Deve ser bailarina. E o pai? O pai deve ser motorista do presidente. Sim. Que isso de ser motorista do presidente é muito importante. Qualquer presidente. Aquele outro sujeito? Tem tantas sacolas de supermercado no carro… até pode ser que seja o próprio dono do supermercado.”.

João esquecia destas coisas logo que o vermelho chegava. Corria para os carros, pendurava os doces nos espelhos… e se apressava para ver se alguém queria.

Vermelho, vermelho. João corre. Chega na janela do primeiro carro:

-Quanto é?

-Dois saquinhos por dois, quatro saquinhos por três, senhor.

-Me vê quatro. Como vc se chama?

Nunca um motorista tinha perguntado o seu nome…

-João... – respondeu acabrunhado.

-E então, João, vc. estuda? O que vai ser quando for grande?

-Estudo. Estudo sim, senhor. - Mentiu.

O sinal mudou e o carro arrancou com um sorriso e um agradecimento do tal senhor que lhe perguntou o nome.

“O que vai ser quando for grande?”

“Piloto de aviões, talvez presidente dos pilotos de aviões, médico… daqueles que salvam as pessoas. Um artista de fazer aqueles livrinhos de bonecos…”

João, que gostava de imaginar, ainda confuso, se olhava… e começou a sonhar.


Comer a rainha



SALVO SEJA!!!! :P

"eu prefiro a divergência respeitosa"



"Eu prefiro a divergência respeitosa"


Sim, L... eu tb. Quando tens quem saiba estar a teu nível é uma solução óptima! No caso até sabem...

Achei sábio... muito sábio! Nada pomposo! (apesar de "tu é chique no úrtimo"). rs

Há que ter paciência, muita paciência.

A vida tem dessas coisas... parece um tabuleiro de xadrez. Há que usar o cérebro e não o coração (ou choramos cada vez que nos comem a rainha).

Mau jeito de ir dormir...



Ah?!


Sei...



Ufff...

Alguém me dê uma aspirina...

E eu que não sei onde fica a esquerda ou a direita...


Fui-me lembrar hoje que os morcegos sempre saem da toca virando para o lado esquerdo. Ninguém sabe o motivo disso.

Bichinho complicado...

Até parece que não bastava dormirem de cabeça para baixo.